31 de out de 2012

E vem aí... FROG SOUND, ISTO NÃO É UM SORVETE!!




No mês de novembro, o grupo Sapos e Afogados apresenta seu primeiro espetáculo de rua, Frog Sound - Isso não é um sorvete! Venha se derreter com os deliciosos delírios da companhia de teatro formada por atores portadores de sofrimento mental. Dia 9 de novembro, às 10hs, na UFMG; dia 10, às 16hs, no Parque Municipal e dia 11, às 11hs, no Mercado Distrital do Cruzeiro! Não perca!! 

14 de out de 2012

DUO em BH!!

UM PAULINHO LEGAL!!AGORA É OFICIAL: TEMOS UM PAULINHO LEGAL, que é nosso CRÍTICO ANALÍTICO!! BEM VINDO!!

"Primeiramente quero me identificar, sou o Paulo Azevedo, publicitário graduado, graduando em jornalismo e fruto da Luta Antimanicomial. Mais precisamente dos serviços substitutivos aos manicômios. Mesmo já tendo sido estudante de teatro, não tinha interesse em assistir peças de teatro de usuários de serviço de saúde mental. Pra falar a verdade, fujo deste estigma ao mesmo tempo que assumo e tenho orgulho. Nos manicômios, tratar bem um louco é imbecilizá-lo, tratá-lo como criança. Sendo portador de transtorno mental, só fui conhecer a liberdade e o respeito quando comecei a ser tratado no SUS, Cersam’s e Centro de Convivência, o que não me curou, mas me trouxe bons momentos, se eu morrer agora posso dizer que pelo menos conheci fragmentos da felicidade. Sempre busquei o respeito social, pois além do preconceito social e familiar que sofria e sofro tem o meu próprio preconceito, mas consegui virar um profissional da comunicação que me trouxe certo alívio, certo descomprometi mento com o passado, agora posso me libertar e ir de encontro ao presente e ao futuro. Nos centros de convivências e nos Cersam’s existe a possibilidade de desenvolver afeto, pois os seres humanos não são separados por gênero, isso já é um grande passo. Vamos ao que interessa, outro dia fui a uma apresentação do grupo teatral Sapos e Afogados, na sorveteria Easy Ice. Fui descomprometidamente, pois depois que a Luta Antimanicomial entrou na minha vida, entrou junto as parcerias com os movimentos sociais que veio junto com amigos para sair, divertir, brincar, zoar, lutar, conversar e muito mais. Fiquei lá vendo ‘loucos’ encenando... Naquele momento ficou mais claro que assim como deve existir espaço para homossexuais, negros. É possível criar espaços para os chamados loucos. É uma questão de vontade política. Ninguém tá falando em acabar com a loucura por decreto, estamos falando em aceitar a loucura na sociedade. Sem mais nada a declarar." Paulinho Maluco – Picicanarquista Lobosqueano Belo Horizonte, 04 de junho de 2012.